Yo quiero ser el león y el acero.
Quiero ser un pecho de madre.
Quiero ser los ojos del perro
Y la luna en la tempestade.
Quiero ser las piedras ocultas
sob el manto de marea
Y no quiero que nadie en el mundo
sepa que es mi tarea.
Quiero ser la codega.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
135. Criança
Aí você se sente pequeno, bem pequeno, como uma criança querendo brincar com os pais com o sorriso mais puro do mundo e eles dizem que agora não, que agora os adultos vão conversar.
Ai, mania de achar que o mundo gira ao meu redor, um carrossel onde eu sempre escolho o corcel que quiser. Como se todos olhassem com complacência, brinca aí, que vamos aqui ser gente grande.
E tolamente você chora, porque atrás daquela porta eles se vão para sempre, até voltarem e você estar ali, feliz, sorrindo, esperando.
Cresça. Pelo amor de Deus, cresça.
Você merece apanhar por sofrer por tolices.
Ai, mania de achar que o mundo gira ao meu redor, um carrossel onde eu sempre escolho o corcel que quiser. Como se todos olhassem com complacência, brinca aí, que vamos aqui ser gente grande.
E tolamente você chora, porque atrás daquela porta eles se vão para sempre, até voltarem e você estar ali, feliz, sorrindo, esperando.
Cresça. Pelo amor de Deus, cresça.
Você merece apanhar por sofrer por tolices.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
134. Paciência
Alguém disse que as pessoas gritam quando estão com raiva, porque aí seus corações estão distantes; eles precisam berrar pra se escutarem, de tão longe. Quando a gente se entende, fala-se baixo, e os amantes e amigos sussurram ou nem precisam dizer nada, porque os corações já estão tão próximos que se ouvem sem palavras.
Não é uma merda quando alguém que você ama está ali e você berra, berra, berra, mas o coração dele não ouve? O que fazer quando não se tem maturidade suficiente e isso é exigido?
Paciência, paciência. Não tenho tanta paciência assim.
Não é uma merda quando alguém que você ama está ali e você berra, berra, berra, mas o coração dele não ouve? O que fazer quando não se tem maturidade suficiente e isso é exigido?
Paciência, paciência. Não tenho tanta paciência assim.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
133. Potencial
Hoje me peguei sonhando de novo. Há um potencial para amizade pra onde quer que se olhe? Sim. Sim!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
132. Problemas
Não sei pra vocês, mas pra mim a vida é um intenso dia-após-dia-após-dia, que nunca têm 12 horas de diferença. Amanheço hoje, amanheço de novo amanhã, anoiteço por uma semana, e o sol virá por detrás da chuva. Mas acho que a gente tece problemas demais. Nem mesmo a dor é um problema. O que não pode ser resolvido, o que só pode ser aceitado, não é um problema, é uma resignação. É um alívio.
domingo, 31 de outubro de 2010
131. Ex ces si vo
Repete, Mariá.
Ex ces si vo.
Engole o choro, que você já é grande.
Move on and don't make that mistake again.
Ex ces si vo.
Engole o choro, que você já é grande.
Move on and don't make that mistake again.
130. Cartas
Saudade daqueles que estão por perto. Dar bom-dia de manhã, ver todas as tardes, conversar toda noite. A um e-mail, um telefonema, uma esquina de distância. Mas saudade.
As cartas são sagradas porque nosso coração reside na caligrafia, e seu conteúdo não precisa ser comentado: existe, e é resolvido ali, então.
E você vê, lá no fundo, que tudo é mais que apesar de. É com. É sempre, porque o sempre existe. E o mundo tem seus próprios desígnios, nosso dever é desfrutá-los sem reclamar, sem refletir.
Não é direito de ninguém ferir quem a gente ama, nem mesmo a própria pessoa. E enquanto houver quem vele seu sono, há como dormir em paz.
As coisas são sagradas e a gente nem sabe.
As cartas são sagradas porque nosso coração reside na caligrafia, e seu conteúdo não precisa ser comentado: existe, e é resolvido ali, então.
E você vê, lá no fundo, que tudo é mais que apesar de. É com. É sempre, porque o sempre existe. E o mundo tem seus próprios desígnios, nosso dever é desfrutá-los sem reclamar, sem refletir.
Não é direito de ninguém ferir quem a gente ama, nem mesmo a própria pessoa. E enquanto houver quem vele seu sono, há como dormir em paz.
As coisas são sagradas e a gente nem sabe.
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